Má conservação das estradas e falta de segurança não foram
surpresas. Idade média da frota, de 17 anos entre autônomos e 8 anos nas
empresas, agrava a falta de segurança
Na foto,
os participantes do painel: J. Pedro Corrêa, consultor do PVST, Flávio Benatti,
Presidente da NTC & Logística, Martin Bodewig, da Roland Berger Strategy
and Consultants e Rogério Bonilha, do Instituto Bonilha de Pesquisa de Opinião
Pública
“A
pesquisa comprova as percepções sobre os problemas do transporte rodoviário no
Brasil. Temos no país uma infraestrutura deficitária, que acaba sendo refletida
na imagem do setor e também nas impressões sobre o motorista profissional, como
vemos no estudo”. A afirmação é do Presidente da NTC & Logística, Flávio
Benatti, durante o painel sobre os resultados da pesquisa sobre a imagem do
TRC, encomendada pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito.
O
painel contou também com a participação de Martin Bodewig, da Roland
Berger Strategy and Consultants e Rogério Bonilha, do Instituto Bonilha de Pesquisa
de Opinião Pública e foi mediado por J. Pedro Corrêa, consultor do PVST.
O
Martin Bodewig, diretor da Roland Berger Strategy and Consultants,
parabenizou a Volvo pela iniciativa de promover a pesquisa. Segundo ele, pontos
como má conservação das estradas e falta de segurança não foram surpresas no
levantamento. Ele apontou a idade da frota nacional como um dos problemas que
agravam a questão da segurança, já que entre os autônomos a média da frota é de
17 anos e, nas empresas, 8 anos de idade. Para ele, o motorista é peça chave
neste contexto.
“Ele
precisa ter horas de descanso. Em consequência, é necessário o uso de caminhões
de maior capacidade ou a contratação de mais motoristas para suprir a demanda.
O problema é que há falta destes profissionais no mercado”, analisa.
Os
debatedores também abordaram questões levantadas pelos participantes do evento
com rejeição à profissão de motorista, o apagão logístico, o pouco interesse na
atuação no mercado de transportes, apesar de sua importância; e também a necessidade
de um trabalho conjunto entre os modais.
Para os
debatedores, a pesquisa é um retrato da realidade do setor de transporte cargas
brasileiro. Ela vai enriquecer o debate e permitir a transportadores e
entidades estabelecer novas diretrizes.
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