sábado, 28 de setembro de 2013

Pesquisa ajudará setor a estabelecer novas diretrizes

Má conservação das estradas e falta de segurança não foram surpresas. Idade média da frota, de 17 anos entre autônomos e 8 anos nas empresas, agrava a falta de segurança

Na foto, os participantes do painel: J. Pedro Corrêa, consultor do PVST, Flávio Benatti, Presidente da NTC & Logística, Martin Bodewig, da Roland Berger Strategy and Consultants e Rogério Bonilha, do Instituto Bonilha de Pesquisa de Opinião Pública
A pesquisa comprova as percepções sobre os problemas do transporte rodoviário no Brasil. Temos no país uma infraestrutura deficitária, que acaba sendo refletida na imagem do setor e também nas impressões sobre o motorista profissional, como vemos no estudo”. A afirmação é do Presidente da NTC & Logística, Flávio Benatti, durante o painel sobre os resultados da pesquisa sobre a imagem do TRC, encomendada pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito.
O painel contou também com a participação de Martin Bodewig, da Roland Berger Strategy and Consultants e Rogério Bonilha, do Instituto Bonilha de Pesquisa de Opinião Pública e foi mediado por J. Pedro Corrêa, consultor do PVST.
O Martin Bodewig, diretor da Roland Berger Strategy and Consultants, parabenizou a Volvo pela iniciativa de promover a pesquisa. Segundo ele, pontos como má conservação das estradas e falta de segurança não foram surpresas no levantamento. Ele apontou a idade da frota nacional como um dos problemas que agravam a questão da segurança, já que entre os autônomos a média da frota é de 17 anos e, nas empresas, 8 anos de idade. Para ele, o motorista é peça chave neste contexto.
Ele precisa ter horas de descanso. Em consequência, é necessário o uso de caminhões de maior capacidade ou a contratação de mais motoristas para suprir a demanda. O problema é que há falta destes profissionais no mercado”, analisa.
Os debatedores também abordaram questões levantadas pelos participantes do evento com rejeição à profissão de motorista, o apagão logístico, o pouco interesse na atuação no mercado de transportes, apesar de sua importância; e também a necessidade de um trabalho conjunto entre os modais.
Para os debatedores, a pesquisa é um retrato da realidade do setor de transporte cargas brasileiro. Ela vai enriquecer o debate e permitir a transportadores e entidades estabelecer novas diretrizes.

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