A
insegurança nas estradas, seja pelo roubo de cargas ou pela má conservação das
vias, são as principais barreiras
O apagão
de profissionais provocado pela falta de interesse dos jovens pela profissão de
motorista de caminhão foi um dos principais pontos abordados no último painel
do Fórum Volvo de Segurança no Trânsito – O Negócio e o Futuro do
Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, realizado em São Paulo. O tema do
painel foi “Motorista profissional de caminhão: a peça-chave do futuro”.
Com
mediação de J. Pedro Corrêa, o debate contou com a participação do diretor de
segurança da Volvo Trucks Corporation, Carl-Johan Almqvist, da coordenadora de
desenvolvimento profissional do Sest-Senat, Emíria Bertino, da consultora do
programa Volvo de Segurança no Trânsito Nereide Tolentino,e de Pedro Trucão,
jornalista especializado em transportes. O apagão de profissionais foi um dos
principais pontos abordados. Atualmente, os jovens não tem demonstrado
interesse pela carreira.
Segundo
Emíria Bertino, do Sest-Senat, existe a possibilidade da formação de um maior
número de motoristas profissionais e estão em andamento projetos para atrair,
preparar, qualificar e inserir profissionais no mercado de trabalho. “A
formação de novos profissionais está das diretrizes do Sest-Senat para os
próximos cinco anos”, afirmou.
Para
Pedro Trucão, a percepção do público sobre o motorista de caminhão precisa
mudar para que o quadro seja revertido. “É preciso mostrar para a sociedade
brasileira a importância do transporte e do profissional do volante não só para
a cadeia produtiva, mas para o cotidiano das pessoas”, analisou. Segundo ele,
não apenas a remuneração afasta os motoristas do mercado, mas a insegurança na
estrada, seja pelo roubo de cargas ou pela má conservação.
Segundo
Nereide Tolentino, “a qualidade de vida é a grande barreira para o recrutamento
de jovens para o setor”. Para ela, a solução para a falta de motoristas
profissionais envolve a melhorias nas condições de trabalho e a valorização da
profissão também pela mídia.
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